Riacho-Informado

Xeque mate em Reguffe

 O movimento que ameaça pôr fim ao jogo foi dado por Manoel Arruda, presidente regional do partido, que se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro para lhe garantir apoio na reeleição


 A convenção do União Brasil, que se comprometeu a apoiar o senador José Antonio Reguffe para o Buriti, acontece só nesta quinta-feira, 4. Mas o partido já deu um xeque-mate na indicação do senador para o Buriti. O movimento que ameaça pôr fim ao jogo foi dado por Manoel Arruda, presidente regional do partido, que se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro para lhe garantir apoio na reeleição, o que, claro, incluiria os candidatos locais do partido. A articulação da aliança foi conduzida pelo ministro da Justiça, Anderson Torres. Manoel Arruda afirmou que o recuo de Luciano Bivar, ao retirar sua candidatura presidencial, liberou a legenda a procurar alianças regionais. Não é bem assim. Bivar abriu caminho para o partido lançar a senadora Soraya Thronicke ao Planalto. Além disso, é incomum uma direção regional de partido anunciar, isoladamente, apoio a campanhas presidenciais. Tudo isso deixa em maus lençóis a candidatura de Reguffe ao Buriti.

Saída difícil

Ainda pelas mãos do ministro Anderson Torres, ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, ensaiou-se apoio do União Brasil ao governador Ibaneis Rocha. Seria inclusive o caminho natural, uma vez que Ibaneis abriu seu palanque a Bolsonaro. Caso tudo isso se confirme, ficará claro que, ao se filiar ao União Brasil, Reguffe caiu em uma grande cilada. Não faltaram advertências. Até possíveis companheiros de chapa o advertiram de que não poderia confiar no novo partido. Sérgio Moro passou por situação parecida. Reguffe fica agora em situação difícil. Mesmo que o União Brasil mantenha sua candidatura – o que é improvável – ele estará no palanque de Bolsonaro. O senador sempre insistiu que não apoiaria nem Lula, nem Bolsonaro. Caso não o apoie mais para o Buriti, a única opção seria concorrer a deputado federal, hipótese que Reguffe chegou a considerar no início da campanha, mas que já repeliu formalmente. E, mesmo que costurada essa fórmula, permaneceria o problema do palanque presidencial.

Ibaneis cumpre agenda com Flávia

Enquanto a situação fervia, o governador Ibaneis Rocha mantinha uma agenda normal. Sempre ao lado de sua candidata ao Senado, Flávia Arruda, compareceu a uma missa das autoridades e líderes políticos, celebrada na Paróquia Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora das Mercês pelo frei Rogério Soares, na 615 Sul, foi a Taguatinga, visitou empresas em expansão e percorreu a Feira dos Goianos. Mas sempre antenado com as negociações que esquentaram durante todo o dia.

Definição sobre Arruda fica para esta quinta-feira

O Supremo Tribunal Federal iniciou nesta quarta-feira o exame da repercussão geral da nova Lei de Improbidade Administrativa, julgamento que deverá definir se o ex-governador José Roberto Arruda – e uma série de outras autoridades, inclusive o também ex-governador Anthony Garotinho – poderá concorrer às eleições deste ano. Havia até a expectativa de que tudo ficasse decidido até a noite, e o ministro Alexandre de Moraes chegou a ler parte de seu relatório. A sessão foi suspensa, porém, antes que expusesse seu voto. Procuradores, inclusive o procurador-geral Augusto Aras, argumentaram que apenas a lei penal pode retroagir e que a lei de improbidade, com natureza administrativa, não poderia garantir o mesmo benefício. A Ordem dos Advogados do Brasil defendeu o contrário. Alexandre disse que o texto original, de 1992, foi uma vitória da sociedade, mas alegou que também foi genérica e deixou inúmeras brechas. Segundo Moraes, a ideia da alteração feita em 2021 foi “tentar transformar a lei de improbidade em um combate mais direto ao tipo de improbidade clássico, em que o agente público se enriquece dolosamente”, separando a improbidade da ilegalidade. A manifestação de simpatia pelo texto anterior não é suficiente para garantir que o ministro vote contra as mudanças. A possibilidade de aplicação retroativa da nova lei de improbidade pelo STF interessa não só a políticos que manifestaram intenção de concorrer às eleições deste ano, mas também a dezenas de agentes e servidores públicos acusados de atuação irregular nas últimas décadas. O julgamento será retomado nesta quinta-feira, 4, e permanece a possibilidade de novo adiamento, caso um dos ministros peça vistas, embora isso seja visto como improvável.

Patriota lança candidatura

Em convenção virtual, o Partido Patriota definiu nesta quarta-feira, 3, os nomes que concorrerão aos cargos de deputados distritais e federais. Ligado ao grupo do ex-governador Arruda, o partido, que é o antigo PEN, confirmou seu apoio à chapa do governador Ibaneis Rocha. Dentre os seus candidatos a distrital, está o cientista político Lennon Custódio, que tem mais de 35 anos de assessoria no Congresso Nacional e já exerceu diversos cargos no executivo e legislativo local. Lennon conta com grande experiência em campanha eleitoral pois já ajudou a eleger diversos políticos de Brasília. Terá como bandeira as pessoas com deficiência, pois é voluntário no Movimento dos Autistas e ajudou a aprovar a Lei Brasileira de Inclusão, mais conhecido como Estatuto da Pessoa com Deficiência, além de ter realizado o maior evento de esportes radicais do Distrito Federal, o Brasilia Games.

Mais um na corrida ao Buriti

O Partido da Mobilização Nacional, PMN firmou nesta quarta-feira, 3, parceria com o Brasil 35 – antigo Partido da Mulher Brasileira, PMB – para lançar candidatura própria ao Governo do Distrito Federal. Caberá ao PMN a indicação do nome que concorrerá ao Buriti nas eleições do dia 2 de outubro. O Brasil 35 ficará com o vice. O tenente-coronel da Polícia Militar Elziovan Matias Moreno Lima foi o nome escolhido pelo diretório regional do PMN para disputar as eleições pela legenda. A convenção da sigla foi realizada no dia 24 de julho e deu à executiva poderes para definir as candidaturas. O Brasil 35 ainda não revelou quem completará a chapa. Os caciques do MDB tentaram conquistar o apoio dos dois partidos à reeleição de Ibaneis Rocha, mas as negociações não avançaram.

Começam as mudanças no PROS do Distrito Federal

Conforme antecipado pela coluna, começaram as mudanças no comando regional do PROS após a reintegração do antigo presidente – e fundador – do partido, Eurípedes Júnior. Sua primeira providência foi chamar o ex-distrital Berinaldo Pontes para assumir a presidência da executiva regional do PROS. fundador e atual secretário nacional do PROS, Berinaldo também é amigo pessoal de Eurípedes Junior. Ele pretende eleger um deputado federal e dois distritais – um deles o delegado Fernando Fernandes, hoje o único ocupante de mandato eletivo da regional, embora não seja propriamente próximo da direção que reassume. Berinaldo reuniu-se nesta quarta-feira, 3, com os pré-candidatos do partido para dizer o que se pretende com o retorno de Eurípedes ao comando da sigla.

Fonte: Por Brasilia

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